Até já avô Benjamim

Até já avô Benjamim | Diary

O meu primeiro post de Setembro vai para a minha maior perda do meu de Agosto.

Numa espécie de Catarse comigo própria venho falar-vos de alguém muito especial na minha vida, o meu avô.

Apresento-vos o meu avô Benjamim, um homem muito especial para mim, conhecido por muitos pela sua calma, serenidade, ponderação e amizade.

Tudo o que possa dizer sobre ele será pouco para o descrever ou para explicar o quanto gosto dele. O quanto ele foi e será para sempre importante na minha vida.

O meu avô era detentor de um coração enorme, solidário, o meu avô era voluntário, fazia companhia aos doentes, presente e activo na comunidade. Conhecido por ter sempre uma palavra de paz, tranquilidade e amor.

O meu avô além de uma pessoa incrível era também um homem exemplar. Um homem que viveu para a sua família e que colocou sempre o seu grande amor de uma vida acima de tudo. Eles eram inseparáveis…

O meu avô foi um homem gentil, agradável e cavalheiro. Era um verdadeiro gentleman em todas as situações, para a minha avó, no trato de casa mas também para todos que o abordavam. Ele tinha amigos em toda a parte. 

Como eu amo o meu avô.

Cresci com ele, cresci na sua companhia, nas suas idas diárias buscar-me à escola, a encobrir-me de todas as asneiras que fazia, cresci com os seus ensinamentos. Cresci com ele a retirar-me a comida do prato às escondidas da minha avó, cresci a subir às árvores na sua companhia, nos passeios de comboio, nas idas ao Portugal dos Pequeninos nas eternas idas à praia da Granja.

Não sei como vou gerir as saudades dele, como vou gerir a falta que ele me fará.

Mas estarei sempre grata por ter chegado a tempo. Cheguei a tempo de ser a última pessoa a vê-lo. Cheguei a tempo de lhe dar o último até já, de dizer que a Duda também estava no hospital e de lhe dizer que eu, ela e a minha irmã o amávamos muito. 

Cheguei a tempo de lhe dar um beijo e lhe fazer uma festa com carinho. 

Ele sabia que o amava mesmo que não lhe tivesse dito naquele dia. Aliás dizia-lhe a cada regresso ao Dubai.

Serei sempre grata pela oportunidade que tive de chegar a tempo. Ele viverá sempre em mim e nas minhas memórias mais felizes. Ele jamais morrerá em mim!

E, com muito orgulho, percebi que na minha maior dor ele me mostrou a minha maior força. Parte do que sou, parte do que exijo é parte de ti meu eterno avô Benjamim.

O meu avô era e será sempre alguém muito especial. O meu avô é meu e será para sempre assim. Apesar de ter perdido parte de mim recuso a perdê-lo em mim.

Até Já com amor.

Leninha.

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