Dos 0 aos 21km | Running

written by The Cute Mommy 21 Setembro, 2016

Dos 0 aos 21km | Running

Como já tinha partilhado no blog, comecei a correr no início do ano porque fui desafiada para uma prova.

Eu não corria, nunca corri e nem gostava de correr. Era daquelas miúdas que achava a maior chatice correr à volta do campo para aquecer na aula de educação física.

Para a Meia Maratona escolhi uma equipa fantástica (Wellness Studio) que me ajudou a preparar durante 11 semanas, alternando treinos de corrida com treino funcional para prevenir lesões. As pessoas com quem treinava ajudavam-me dia após dia a manter o foco e a habilitar-me fisicamente para atingir o meu objetivo nas melhores condições.

As sapatilhas acompanharam-me todo o verão, para qualquer lado onde fosse o Fred chamava-me sempre à atenção da importância de não falhar treinos.

 

A Prova

Na véspera da prova estava muito, mas muito nervosa. Tive medo e questionei-me. Tentei dormir e foi difícil.

Já na Ponte do Freixo os sentimentos eram confusos, a adrenalina de começar, o medo de não correr bem, de ter alguma dor, a pressão que coloquei a mim mesma no alcance do meu objetivo e a preocupação do calor que já se fazia sentir.

Tinha presente os tempos que tinha que fazer e sabia que não me podia deixar levar pela partida da multidão.

Fazer Gaia foi duro, o percurso foi, na sua maioria, todo feito ao sol com algumas subidas. Mantive o foco, não podia parar nem vacilar.

Na Afurada encontrei o Frederico e a Patrícia, profissionais que me treinaram para a prova e que de deram as ferramentas necessárias para alcançar o meu objetivo, prometeram que faziam parte da prova comigo de bicicleta e lá estavam eles aos 8km e, BANG tive o meu primeiro reforço positivo!

Chegamos aos 10km e sentia-me bem, sem dores, sem cansaço, a controlar bem os tempos e a respiração.

A primeira “Chicotada Psicológica” foi chegar à ponte D. Luís e voltar à partida, voltar à Ponte do Freixo. Fazer tudo outra vez, mas com ainda mais calor, aí doeu!

Voltamos a chegar à partida e fizemos retorno, estávamos nos 15km e já na direção da chegada, apesar de ainda estarmos longe dos 21km.

O sol queimava…

Passamos o túnel e voltei a encontrar o Frederico e a Patrícia, BANG, outro reforço positivo!

O plano era voltar a acelerar outra vez, aumentar o ritmo médio aos 15km, não estava fácil, mas o sentimento que estava a caminho da meta ajudava a manter o foco no plano.

Cheguei aos 17km e a prova é mais psicológica que física, senti que precisava desesperadamente de água e a Patrícia, uma querida, foi buscá-la enquanto o Fred continuava a incentivar-me a cada passo.

A Brenda, amiga que fez comigo a prova, repetia que estávamos a chegar e faltava pouco. O Fred dizia para acelerarmos e darmos o tudo por tudo, e o meu pensamento dizia-me: “Tudo por tudo? Já estou a dar à tanto tempo…”.

Ví a meta e era impossível esconder a felicidade que não tardava, estávamos a chegar, íamos finalmente parar. Vi a minha família, a minha mãe, a minha filha, a minha amiga e BANG a adrenalina necessária para terminar com tudo!

Terminei, terminamos!

É certo que a prova é exigente fisicamente, porém não é só física.

Durante o percurso questionei-me o quanto valia aquele sacrifico, o quanto eu o queria e, porquê que o queria na realidade…

Deu vontade de parar e caminhar? Sim deu!

Foi difícil? Sim foi! É preciso muita persistência, força de vontade, espírito de sacrifício…

Porque é que não desisti? Porque assumi um compromisso comigo mesma e com a pessoa que me treinou.  Sobretudo por mim, porque me queria superar, porque desistir era falhar, porque caminhar era perder porque isso não significava vencer e superar-me! Porque desistir não era, nem nunca foi uma opção!

Beijinhos.

Leninha ?

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