ESTÁ NA HORA DE DORMIR – CO-SLEEPING!!!! | Consultório de Psicologia

written by The Cute Mommy 29 Maio, 2017

Fala-se muito em co-sleeping entre as famílias de hoje, e as opiniões oscilam entre os que aprovam e praticam e os que reprovam totalmente. Esclarecendo o termo, que se vulgarizou e gera alguma confusão, o co-sleeping trata-se de dormir com a criança no mesmo quarto em camas distintas, e não vamos confundir com bed-sharing ou family-bed que se trata de dormir com a criança na mesma cama.

Quanto ao co-sleeping é verdade que, na minha opinião, ele é muitas vezes a forma mais fácil e cómodo dos pais fugirem a uma noite mal dormida e em branco para no dia seguinte estarem minimamente apresentáveis, equilibrados e preparados para mais um dia de trabalho, o que me parece completamente legítimo e inteligente, evitando ter um pai/mãe exausto/a, até aos cabelos prestes a explodir com quem se atravesse á sua frente ou até em casa com o seu próprio conjugue.

Vejo algumas posições radicais sobre o assunto, mas eu cá posiciono-me num meio-termo, e como se costuma dizer e eu partilho da mesma premissa, em muitas coisas, “no meio é que está a virtude”. São as próprias famílias que deverão avaliar as suas necessidades individuais (ritmos de vida, horários de trabalho, apoios extra de família e outros cuidadores, estado saúde geral dos pais física e psicológica) e devem determinar a sua escolha em relação ao co-sleeping, sendo que cada decisão deverá ser respeitada, não havendo receitas médicas com a resposta certa. Os pais, antes de tudo, não são “robots” em que se liga botão ou se muda o ship quando apetece ou é conveniente, são seres humanos e como tal com necessidades básicas necessitam de ser asseguradas.

Até que idade considero aceitável o co-sleeping? Eu diria que entre os 8 meses e os 12 meses será a idade aceitável para iniciarem um trabalho de distanciamento físico nocturno, idade a partir da qual o bebé tem alguma maturidade (cerebral), já consegue defender e sinalizar algum desconforto durante a noite. Também não recomendo tardar esta transição por uma questão de habituação e porque vai tornar esta vivência, do ponto de vista emocional, mais difícil quando acontece mais tarde. Além de que, se tardar mais que o aceitável terá outras questões emocionais implicadas, como a questão da maturidade emocional, ansiedade, sentimento de segurança, conflito de relações. O que parece adequado é no momento da transição fazê-la de forma gradual através da criação de uma rotina na hora de deitar como ler uma história, dar uns carinhos e desejar boa noite, e mesmo assim, é garantido alguns choros, onde as crianças só encontraram o sono com a ajuda dos pais, que não podem recuar nesta fase colocando-os no seu quarto ou sua cama.

Para mim, crianças que se sintam seguras ao lado dos cuidadores irão tornar-se adultos que lidam melhor com as tensões inevitáveis da vida, já que desenvolvem uma base de confiança, auto-estima e segurança interior a que a poderá recorrer para enfrentar os desafios da vida.

Aspectos favorecidos com o co-sleeping:

  • Amamentação;
  • Protecção face ao Síndrome de Morte Súbita;
  • Promoção do sentimento de segurança no bebé;
  • Níveis de ansiedade mais baixos;
  • Auto-estima;
  • Regulação do stress;
  • Melhor qualidade de sono;

Sweet Dreams for all family!!

Espero que tenham gostado!

Núria Silva

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