Ao seu filho comprava Gucci ou Primark? E na comida? | Consultório de Nutrição

written by The Cute Mommy 13 Maio, 2017

Pretendo com este post que reflita sobre o que pretende para o seu filho! Que pretenda o melhor para ele(a), não tenho qualquer dúvida, contudo, tenho dúvidas que em alguns temas, como por exemplo, na alimentação, perca o tempo que deveria perder para lhe fazer a melhor escolha e esteja certa(o) que na maioria dos casos não é o que ele quer.

Ao seu filho comprava Gucci ou Primark? E na alimentação? | Consultório de Nutrição

Isto porque, e não obstante o poder económico dos pais determinar de forma drástica o que conseguem comprar aos filhos, na maioria dos casos, quanto mais caro for o bem, melhor é qualidade do que lhe oferece. Isto por exemplo, é válido para a roupa, para os brinquedos, para os cremes, para produtos de higiene etc., mas não é válido para a alimentação, nem sempre o alimento mais caro é o melhor e por isso a necessidade de investir mais tempo, e em alguns alimentos, mais dinheiro, é muito importante.

Ao seu filho comprava Gucci ou Primark? E na alimentação? | Consultório de Nutrição

Desta forma, o custo da alimentação é uma variável com interesse, até porque os estudos assim o indicam, ou seja, famílias com maiores rendimentos, tendem a ter uma alimentação mais saudável, contudo, se investir mais tempo para se informar, para escolher alimentos comparando-os, para educar o seu filho e para ter paciência para as birras alimentares, pode, facilmente, chegar à conclusão que o custo não é assim tão importante, muito menos determinante.

Quando compra um eletrodoméstico, de certeza que pesquisa na internet, vai à loja ouvir a opinião dos empregados, consulta as promoções, fala com amigos, etc, faz uma compra bastante informada; se vai comprar roupa vai a várias lojas, vê revistas, compara preços e compra o mais confortável e bonito pelo melhor preço, etc..

Por que razão faz estas escolhas tão pensadas e ponderadas em bens não essenciais e em bens essenciais como a alimentação os escolhe de forma tão primitiva e primária: “porque me apetece”; “tenho fome”; “é o único que tenho”; “está-me mesmo a apetecer…”.

Se isto já é grave para si, imagine fazer as escolhas alimentares do seu filho(a) tendo por base as mesmas premissas, usando argumentos do género de: “ele quer isto” (quantos anos tem o seu filho? Quem sabe o que é melhor para a alimentação dele? É ele, ou você?); “não chores, toma lá…!!” (tenha paciência, as cedências vão marcar o caminho dele(a)); “os meus amigos comem isto ou aquilo”, etc..

Usando a mesma lógica dos eletrodomésticos ou da roupa, etc., seria normal ao escolher os alimentos para o seu filho(a) que os conhecesse bem, que soubesse o que dizem os especialistas sobre eles, que composição eles têm, que quantidades ou frequências lhe deve dar e outras questões determinantes para a sua tomada de decisão. Só assim seria uma escolha pensada e estruturada tal como é a de outros bens muito menos importantes!!!

Ao seu filho comprava Gucci ou Primark? E na alimentação? | Consultório de Nutrição

Por que é que eu falo nisto?

Quantos anos terá um eletrodoméstico consigo? E o seu filho(a)? Que problemas de saúde lhe pode trazer um eletrodoméstico que funcione mal? E que problemas lhe poderá trazer ao seu filho uma alimentação má, resultado de escolhas suas inconscientes?

Não se esqueça nunca, e nos dias de hoje ainda mais, que as doenças que mais matam e incapacitam no mundo, Portugal ainda está neste mundo e nesta Galáxia, são doenças cuja alimentação integra os comportamentos promotores ou inibidores das mesmas.

Ao seu filho comprava Gucci ou Primark? E na alimentação? | Consultório de Nutrição

Não são motivos mais do que suficientes para investir um pouco mais na decisão da alimentação do seu filho e aguentar-se em todas as birras? Eu, não tenho dúvidas que sim e para lhe provar o que lhe disse anteriormente, dou-lhe vários exemplos que comprovam que numa alimentação pensada, o custo dos alimentos nem sempre é importante:

  1. 1 Bollycao custa 90 cêntimos. 1 pão de mistura + 1 fatia de queijo limiano custam cerca 0,35 cêntimos. O seu filho tinha lanche para 3 dias em vez de 1
  2. 1 boião de fruta por exemplo da marca Nestlé custa cerca de 60 cêntimos. 1 peça de fruta da época rondará 20 cêntimos;
  3. 1 copo de 300 ml de água engarrafa marca Luso custa cerca de 10 cêntimos. 1 copo 300 ml de Coca-Cola custa 34 cêntimos;
  4. Outro exemplo, à refeição, é reduzir a quantidade de carne ou peixe. É consensual que ingerimos em excesso e são os alimentos mais caros no prato;
  5. Usar as leguminosas como fonte de proteína, por exemplo, combinando com arroz pode ser outra boa forma de reduzir o valor de um prato e ao mesmo tempo torna-lo mais saudável com proteína vegetal. Compre a leguminosa crua, demolhe, coza e congele.

Tudo isto são dicas que podem melhorar a sua alimentação e a do seu filho(a) proporcionando à família uma alimentação mais saudável e barata e, com isto, contribuir para uma vida do seu filho mais duradoura e com menos problemas de saúde.

 

Nota: Todas as marcas mencionadas têm apenas um cariz exemplificativo e nunca comercial, assim como os cálculos comparativos dos produtos se basearam no website da cadeia de supermercados Continente, sem nenhum objetivo publicitário.

Nuno Palas – Instituto Médico Privado

** Imagens retiradas do Google

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