Depois de alguns dias em Portugal mais uma viagem de regresso ao Dubai. Desta vez regressei com algumas perguntas na cabeça, questões sem resposta que coloquei a mim mesma, afinal de contas, quantas vezes nos queixamos da falta de tempo? Que o tempo voa, que tudo passa rápido. Até que ponto estamos presentes quando estamos com os outros? Quantas vezes usufruímos de facto da companhia do outro?

Viver longe ensinou-me várias coisas, entre elas que o tempo é sempre pouco, por isso quando estou, estou!

Por pouco tempo que o meu tempo tenha em cada viagem aproveito-o ao máximo, esforço-me para estar um bocadinho com cada um.

Viver longe ensinou-me a valorizar cada momento com quem faz parte do meu coração e da minha vida. Viver longe ensinou-me a mandar aquela mensagem de “Hei, estou aqui e lembrei-me de ti, beijinho”, viver longe ensinou-me que muitas vezes a falta de tempo é uma desculpa, desculpa para justificar o não estar, desculpa para não mandar aquela mensagem que se tem vindo a adiar, uma desculpa políticamente correcta e socialmente aceite. As pessoas veem-se no instagram, no facebook mas não se falam, não estão, não perguntam como estão.

Mais um regresso ao Dubai, mais um regresso de coração cheio. Estive com quem quis e com quem quis estar comigo. Abracei, disse que gostava, que sentia saudades, que são importantes, que fazem parte da minha vida, falei mas também os ouvi.

Cada ida ao Porto é bastante cansativa mas nada é mais reconfortante que saber que guardo em mim cada bocadinho deles.

Um brinde a cada momento que se tornou inesquecível e a quem os partilhou comigo.

Com amor, Leninha.

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