SAIU PALAVRÃO… | CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA

written by The Cute Mommy 27 Janeiro, 2017

Que ponha o dedo no ar os pais que já experimentaram a “graça” ou “desgraça” de ouvir da boca do seu lindo filhote tamanha “palavrão cabeludo”?! Pois é! Acontece a todos! Eis que de repente, e muito cedo, o vosso anjo de 3 anos ou mais, tem uma destas verbalizações que vos surpreende, deixa-vos de queixo caído, sem reacção, Impávidos e muito preocupados que se riem às escondidas.

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Á medidas que vão crescendo, as crianças a toda a hora estão em constante teste de limites do que é permitido e não é. A partir dos 3 até aos 6 anos, fase em que o vosso filho descobriu o poder da linguagem e adquire o sentido do limpo e do sujo, surge o interesse pelo palavrão sobre forma de divertimento e afirmação, mostrando que já é crescido e “já não sou o bebé da mamã” porque sente-se capaz de ser o autor das risadas ou irritações dos adultos provocando “choque”. Percebe assim que o palavrão é a receita proibida que provoca reacção nos outros e desperta a sua atenção.

Com certeza que em algum momento os vossos filhos dirigiram-se a vocês ou outros (irmãos ou animal de estimação, por exemplo) tratando por “idiota”, “parvo”, “estúpido”, o que não quer dizer que ele entenda o verdeiro significado das palavras e que deseje o verdeiro significado chegue a pessoa, apenas é uma forma que encontra para expressar a sua ira ou por afirmação. Nestas situações, cabe aos agentes educativos (pais, cuidadores e professores), ajudar a encontrarem a forma adequada de expressarem esse sentimento sem provocar e assumindo apenas que “estou chateado!” ou arranjar substituir por expressões divertidas sem ser ofensivo.

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No entanto, ensinar não é apenas dizer o que a criança pode ou não fazer, mas é muitos mais “dar o exemplo” e palavras sem atitudes vão com o vento.

Algumas recomendações:

  • Promover hábitos de leitura para enriquecimento do vocabulário;
  • Controlem as vossas expressões verbais e gestuais;
  • Ajudar os filhos a conhecer as emoções básicas (alegria, tristeza, ira e medo) e arranjar formas alternativas para se expressarem de forma adequada cada um dos estados emocionais;
  • Não ceda aos desejos da criança depois do palavrão;
  • Cuidado com o que diz, e dê o exemplo não usando calão;
  • Nunca ri, por mais engraçada que seja a situação perante o palavrão porque estão a reforçar a sua ocorrência futura;
  • Não demonstre emoções e tente manter a calma e não dar importância demais indique apenas o caminho certo e outras formas adequadas de se exprimir;

Isto já para os maiores, ora pensem pais… nunca vos pareceu o vosso filho estar num género de competição a tentar ver quem descobre o maior palavrão?! Isto, também, acontece porque as crianças desde pequeninas são extremamente competitivas, estão em constante avaliação e comparação entre si, e muitas vezes acham super empolgante este jogo de encontrar o “palavrão mestre” para se valorizar perante os outros.

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Uma coisa é certa, os principais responsáveis por a criança utilizar palavrão são os adultos. A criança nem sempre tem consciência do real significado desse vocabulário, já o mesmo não se pode dizer do adulto, esse sim, tem o dever de ter mais cuidado. Como já falei em outros artigos, desde pequena a criança observa e imita o que a rodeia aqui, e apesar de a criança saber que não é certo falar determinadas “palavras”, se ela ouvir, acaba por fazer o mesmo que os adultos, isto é viver em sociedade e se queremos “colher o bem”, temos que “plantar o bem” e a linguagem está ligada com a realidade que ela vive. É inegável, que vai acontecer, o vosso filho aprender com o colega de escola mas os pais não tem que se preocupar com isso, a criança tem que conhecer o que é certo e errado e saber fazer as suas próprias opções, não pode ser guardado num “bolha” para toda a vida.

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Espero que tenham gostado.

Até breve,

Núria Silva

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